Vida nova 1.7


Deus me deu a mão e uma vida nova e agradeço a cada novo dia por sua misericórdia. Recebi alta e poderia enfim voltar para casa e para a minha família!

Conforme orientação da médica hematologista que ainda cuidaria de mim fora do hospital disse que eu ainda teria um longo período de tratamento, que seria por volta de seis meses incluindo retornos períodos ao seu consultório, e no consultório do pneumologista, Ela faria todo o acompanhamento e solicitaria os mesmos exames de sangue que fizeram diariamente no hospital, porém agora seria um exame por semana, para checar o nível de coagulação do sangue, pois o sangue precisa ficar em um certo parâmetro (INR 2,00 a 3,00), que tem como finalidade manter o "sangue mais fino" para evitar novos trombos e também desfazer o trombo que ainda estava localizado no meu pulmão.

Estes exames são de fundamental importância para regular a medicação anticoagulante que continuaria usando pós alta. Alertou quanto aos riscos do uso do anticoagulante e cuidados que eu deveria ter durante todo o tratamento, como não fazer esportes de forte impacto, não me cortar, não comer verduras de cor verde escuro e fígado, pois estes alimentos poderiam potencializar a ação do anticoagulante e causar com isso hemorragia interna, que é um dos grandes riscos que o medicamento se não administrado de forma correta pode causar. Além disso disse que eu precisaria ficar atenta caso eu tivesse qualquer tipo de sangramento e que se ocorresse eu deveria procurar imediatamente o Pronto Atendimento do hospital. A última informação importante era de que eu nunca mais poderia fazer uso de nenhum anticoncepcional e quando estiver no período de menopausa não poderei nunca fazer uso de terapias hormonais.

Os hormônios que me causaram a doença e que quase me matou deveriam ficar longe da minha vida para sempre e a nova rotina de idas e exames semanais era necessária, mas tinha fé de que aquela fase também passaria.

Meu marido que sempre esteve ao meu lado e foi me visitar todos os dias, que me ligava para saber como eu estava durante o seu trabalho, que me passava mensagens pelo aplicativo do celular para me dar suporte emocional que eu tanto precisei me ajudou a arrumar todas as minhas coisas que estavam no quarto do hospital para enfim irmos para a nossa casa. Estávamos muito felizes, mesmo em meio ao medo das possibilidades que o tratamento poderia me causar, o importante é que eu estava viva e estava indo para casa.

Já era noite quando o portão da garagem foi aberto pelo controle e como foi bom estar novamente em casa. A minha mãe estava ali de pé me aguardando chegar, me deu um abraço e estava muito feliz pelo meu retorno. Meu marido me deixou em casa, entrou comigo e mostrou como havia deixado tudo em ordem enquanto estive fora. Foi estranho voltar e pensar que estive fora por dias, mas aos poucos fui olhando ao redor e pensara nos dias que ainda viriam. Queria ver os meus filhos, eles estavam na casa da minha sogra e o meu marido em seguida foi buscá-los para que a nossa família pudesse ficar novamente completa como sempre foi. Conversei rapidamente com a minha mãe pois estava tarde, queria tomar banho e me deitar, mesmo feliz por ter voltado ainda sentia medo, muito medo do que ainda poderia acontecer comigo. Logo, meu marido e os meus filhos chegaram, todos me abraçaram felizes por estarmos juntos. Eles já estavam de pijama e foram deitar e ao tomar banho senti uma dor no braço que me fez cair em desespero, sai chorando e me deitei na cama morrendo de medo, era algo que não queria sentir, mas sentia, um enorme medo de morrer a qualquer momento.

Meu marido me abraçou com firmeza e disse que eu estava bem, estava em casa e que eu não tinha mais nada, pediu para eu me acalmar e me segurou até que o meu corpo parasse de tremer, chorava intensamente até que aos poucos fui ficando mais calma e encerrando dentro de mim aquele medo de novamente estar entre a vida e a morte.

Não podia desistir e muito menos deixar o medo me invadir, precisava acreditar que tudo voltaria ao normal e durante todo o tempo que estive no hospital todas as orações vindas de familiares e amigos fizeram toda a diferença para que eu estivesse viva novamente, era hora de agradecer apenas e não mais de chorar.

Um recomeço, caminhar de forma mais calma de forma a saborear melhor cada respiração que Deus me concedia, Ele me deu uma vida nova aqui na Terra e eu serei imensamente grata por tudo o que Ele fez por mim! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Simone Vasconcelos Fator

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